sábado, 10 de julho de 2021

Ranking da Oricon 28 de Junho a 4 de Julho

  Na primeira posição encontramos o novo mangá spin off de Rurouni Kenshin (Samurai X) que foi publicado no Brasil pela JBC.
  A única coisa que eu tenho a dizer é que o autor, Nobuhiro Watsuki, foi intimado por possuir dvds de pornografia infantil com meninas de menos de 15 anos encontrados na sua casa e em seu escritório de trabalho, ele não foi preso, só pagou uma multa de 200.000 ienes, o equivalente a R$9.500.
  Acho nojento a Shueisha ainda dar espaço para um ser humano desses publicar mangás em suas revistas. E acho tão nokento quanto ele ainda ter fãs dispostos a comprar o trabalho dele.
 Fonte: G1
  Em segundo lugar temos o volume 27 de Ao no Exorcist que é publicado no Brasil pela JBC.
  Em quarto lugar está Jujutsu Kaisen #16 fazendo um mês no ranking em uma excelente posição.
 Em quinto temos Black Clover #29 se saindo muito em vendas mesmo com apenas 3 dias de lançamento do volume.
  Em sexto lugar temos Record of Ragnarok da Newpop passando as 267.000 cópias vendidas.
  Em oitavo lugar temos Spy x Family que é lançamento da Panini.
  Em nono lugar temos um shoujo chamado Akuyaku Reijou wa Ringoku, um isekai baseado em uma novel. Estou mencionando porque faz muito tempo que eu não vejo a presença de shoujos entre os mais vendidos da Oricon (tirando séries como Natsume Yuujinchou).
  Em décimo temos One Piece #99 passando a marca de 1.600.000 cópias vendidas em um mês (e pensar que ele vendia mais do que isso em uma semana). Ainda é um fenômeno de vendas.


  Dos volumes entre a posição 11-20 acho interessante comentar sobre essa edição de Dragon Quest - Dai no Daibouken. Não entendi muito bem do que se trata, se é apenas um relançamento colorido da série original, se a série foi redesenhada também e/ou se mudaram alguma coisa do roteiro original. Temos também The Elusive Samurai, novo mangá do autor de Assassination Classroom que em apenas 3 dias de vendas conseguiu vender mais de 32.000 cópias do seu primeiro volume (pessoalmente achei a série MUITO CHATA - ela está disponível legalmente no app Manga+). É uma façanha vender tanto assim no primeiro volume.

  Literalmente da posição 21 até a 30 temos apenas volumes de Tokyo Revengers. Acho a série muito boa e acho que ela pode ser lançada no Brasil, mas se ela for lançada as suásticas na capa vão precisar ser censuradas porque usar suásticas é crime no Brasil (a não ser em um contexto histórico, o que não é o caso da série, a suástica está lá porque o artista achou legal usar a suástica como símbolo da gangue de deliquentes da história). 


  Da posição 31 até a 50 ainda temos um moooooooonte de Tokyo Revengers, Kaijuu#8, Golden Kamui, um spin-off de Dragon Quest: Dai no Daibouken, o josei Ryukishi no Okiniri (A Amada do Cavaleiro Dragão - também baseada numa novel), o volume final de Shingeki no Kyojin que está a menos de 3.000 cópias de vender um milhão e o volume 29 de Fire Force na posição 50 fechando a lista.

  É triste ver o declínio dos shoujos no mercado editorial do Japão. 10 anos atrás nós teríamos pelo menos 7 shoujos (ou joseis) dentro do top30. A ascensão dos isekais é outro fenômeno interessante de observar. Virou um novo gênero.

  A presença de Tokyo Revengers é um fenômeno natural, quando uma série lança um animê de sucesso isso acontece mesmo, imagino que ele ainda vai passar mais algumas semanas dominando a Oricon e mesmo depois que a moda passar, quando novos volumes forem lançados vão acabar puxando os outros volumes da série, mesmo que com menos força.
 


Fonte: Oricon

Arte: http://twitter.com/josu_ke

[Resenha] Chi's Sweet Home

  Chi's Sweet Home é um lançamento da JBC. É a história da gatinha Chi que se perde da mãe e acaba sendo encontrada por uma família bondosa que a acolhe e começa a procurar por um lar definitivo para a Chi já que a família Yamada mora um condomínio em que cães e gatos são proibidos.

  É uma história muito fofa, eu recomendaria para crianças que estão aprendendo a ler. A única coisa que não condiz com a realidade de ser uma série para crianças em alfabetização é o preço: R$52,90!
  O acabamento é excelente, parece ser papel pólen de muita qualidade, o tamanho é bem maior do que o dos mangás comuns, todas as páginas do mangá são coloridas, a capa tem orelhas, mas não tem sobrecapa.

  Como consumidor de quadrinhos de todas as partes do mundo eu não acho justo R$52,90, mas eu não paguei preço cheio, eu comprei em promoção na Amazon. No momento o mangá custa R$37 na Amazon, o que eu diria que é um preço cheio justo pelo que recebemos. No site da Comix o mangá está saindo por R$42,32, o que eu chamaria de limite do aceitável.

  Como é um título infantil (apesar de ter sido publicado originalmente em uma revista seinen), talvez tivesse sido interessante adicionar um "Lar Doce, Lar". Se eu trabalhasse em uma livraria, eu colocaria junto aos livros infantis ao invés dos mangás.

  Não há informação quanto à periodicidade da série no site da JBC.


Comparando com um mangá de tamanho normal.

Parece um livro infantil.




quarta-feira, 7 de julho de 2021

Ranking da Oricon 21-27 de Junho de 2021




1 - Record of Ragnarok #11 (Shuumatsu no Walkyrie)
Vendeu 125.417 exemplares essa semana totalizando 221.385 exemplares.
Esse está prestes a ser lançado no Brasil pela Newpop.

2 - Golden Kamui #26
Vendeu 90.364 exemplares essa semana totalizando 181.898 exemplares.

3 - Jujutsu Kaisen #16
Vendeu 74.758 exemplares essa semana totalizando 1.723.538 exemplares.

5 - One Piece #99
Vendeu 53.071 exemplares essa semana totalizando 1.575.479 exemplares.

6 - Spy x Family #07
Vendeu 50.593 exemplares essa semana totalizando 846.282 exemplares.

10 - Shingeki no Kyojin (Ataque dos Titãs) #34
Vendeu 42.621 exemplares essa semana totalizando 976.373 exemplares.

11 - Kaijuu8-Gou (Monster #8) #03
Vendeu 42.029 exemplares essa semana totalizando 635.850 exemplares.

13 - Fire Force #29
Vendeu 38.413 exemplares essa semana totalizando 111.833 exemplares.

26 - Shumatsu no Valkyrie: Ibun Ryofu Housen Hishou-Den #04
Vendeu 30.819 exemplares essa semana totalizando 54.970 exemplares.

27 - Namorada de Aluguel (Kanojo, Okarishimasu) #21
Vendeu 30.591 exemplares essa semana totalizando 96.910 exemplares.

32 - Mokushiroku no Yonkishi (Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse) #02
Vendeu 29.316 exemplares essa semana totalizando 80.458 exemplares.

34 - Vanitas no Carte #09
Vendeu 29.245 em sua semana de estreia.




TOP 10 - Séries

2 - Jujutsu Kaisen 273.460 exemplares essa semana (somando todos os volumes da série)
3 - Record of Ragnarok 210.852
4 - Shingeki no Kyojin 146.836
5 - Demon Slayer (Kimetsu no Yaiba) 117.005
6 - Golden Kamui 103.648
7 - Haikyuu 90.106
8 - Spy x Family 89.288
9 - My Hero Academia 79.319
10 One Piece 71.949

  Podemos ver com o ranking dessa semana que as séries da Jump ainda estão dominando em sua quarta semana de vendas. Além delas temos o ecchi "Namorada de Aluguel" lançado esse mês pela Panini. Pessoalmente eu acho essa série muito longa para um ecchi. Entretanto a série tem um anime de 12 episódio disponível na Crunchyroll e uma nova temporada prevista para estrear em 2022. Não espero que a série seja um fracasso, mas eu nunca havia escutado falar nela.
  Para facilitar a compreensão coloquei em vermelho as séries licenciadas pela Panini no Brasil, de roxo as séries da Newpop e de verde as séries da JBC.

  Podemos ver que Haikyuu mesmo depois de seu encerramento continua vendendo muito bem e My Hero Academia vai bem também mesmo sem nenhum volume novo lançado.

  Record of Ragnarok da Newpop mesmo com uma versão em anime que não faz justiça ao mangá produzida para a Netflix vai vendendo muito bem. Inclusive fiz questão de colocar o spin-off da série "Shumatsu no Valkyrie: Ibun Ryofu Housen Hishou-Den" no posto, visto que a Newpop costuma licenciar os spin-offs de seus lançamentos de sucesso. Esse spin-off é centrado na história de Lu Bu, um dos guerreiros que luta ao lado da humanidade em Record of Ragnarok.

  Outro mangá que eu acredito que será licenciado em um futuro próximo no Brasil é Mokushiroku no Yonkishi, continuação de The Seven Deadly Sins pelo mesmo autor. A JBC costuma lançar continuações dos seus grandes sucessos e eu não acredito que seja diferente com esse título. Provavelmente a JBC só deve esperar a série ganhar volumes o suficiente para manter uma serialização continua sem pausas e um anime. O que eu acho que é apenas uma questão de tempo.

 Outro mangá que eu acredito que também é apenas questão de tempo até ser lançado no Brasil é Kaijuu 8-Gou, ou Monster #8 (nome internacional do mangá). O mangá da Jump+ (versão digital da Shounen Jump) está apenas no seu terceiro volume e já está vendendo muitíssimo bem. Mais até do que muitos medalhões da Jump licenciados no Brasil. Imagina só se ganhar anime (ou filme).

  Mais um mangá que é possível que seja licenciado no Brasil é Vanitas no Carte que é da autora de Pandora Hearts que foi lançado no Brasil. A questão de Pandora Hearts é que não dá para saber se foi um sucesso ou um fracasso no Brasil.


segunda-feira, 5 de julho de 2021

Luca é gay?

 


  Luca é a nova animação da Disney, foi produzido pela Pixar e lançado direto na Disney+, sem lançamento nos cinemas.
  Luca vem causando polêmica nas redes sociais, as pessoas estão falando que Luca é uma animação gay, será que é verdade?

  Luca é um monstro marinho, ele é um pastor de peixes e vive no fundo do mar com a sua família, em uma pequena vila de monstros marinhos. Os monstros marinhos morrem de medo dos barcos e dos seres da superfície que caçam monstros marinhos. Um dia Luca conhece um outro menino monstro marinho, esse menino é um rebelde e eles desenvolvem uma bela amizade e têm um sonho: serem donos de uma VESPA e poder passear pela superfície e conhecer o mundo.

  Mas afinal de contas A polêmica procede? Luca é gay?



  NÃO! Luca não é gay!! Eu já vi mais de uma centena de filmes gays na minha vida. E não, Luca não é gay. Luca é um filme sobre uma bela amizade entre dois garotos. Uma amizade sem masculinidade tóxica. Uma amizade em que um menino expressa ao outro o quanto ele gosta do amigo, mas isso torna alguém gay? Não!
  Como homem gay, o que torna um filme gay na minha opinião é se um personagem tem sentimentos românticos por outro personagem  do mesmo sexo. Isso acontece em Luca? Não, não acontece! Não há amor romântico, há apenas amor de amigo.
  Eu me pergunto: quando foi que a nossa sociedade ficou tão doente que qualquer demonstração de afeto entre dois rapazes passou a ser chamada de romance? A ser visto como sinal de homossexualidade?
  Os conservadores passaram a enxergar pelo em ovo, veem coisas onde elas não existem. Existe uma paranoia de que tudo é gay, tudo é feito para "transformar as criancinhas em homossexuais". Mesmo se Luca fosse um filme gay, o que não é, isso não existe. A gente que é gay cresce assistindo romances héteros o tempo todo, a heterossexualidade é a normal, é o "normal", nós somos bombardeados por heterossexualidade por todos os lados, quando a gente liga a tv, quando a gente vai ao cinema ver um filme, quando pega um quadrinho. E isso não nos torna menos gays, nem causa tendências ao "heterossexualismo". Se você é gay, você vai se tornar gay sabendo que outros gays existem ou não, tem sido assim desde sempre, na Idade Antiga, na Idade Média... no mundo todo há gays, temos até o pouco conhecido índio Tibira no começo da história do Brasil. Então, mesmo que Luca fosse um filme gay e o Luca e o Alberto estivessem apaixonados um pelo outro e se beijassem no final do filme (o que não acontece) nada disso influenciaria nenhuma criança a se tornar homossexual. Um filme gay para crianças no máximo faria uma criança gay se sentir representada e encantada com o filme. E é só isso.

  Luca pode ser interpretado como um filme gay?


  Sim, Luca pode ser interpretado como um filme gay. Mas não apenas isso. Luca dá margem para diversos tipos de interpretação diferentes. Luca poderia muito bem ser interpretado sobre uma história de qualquer povo que precisa esconder a sua identidade, como por exemplo, os judeus. Judeus que precisam viver em uma vila afastada para viver a sua religiosidade e fingem ser outra coisa quando estão numa comunidade mista. Isso sim faria total sentido. Qualquer povo que sofre discriminação e precisa se esconder poderia ser uma analogia ao que se passa em Luca. Outro exemplo, os monstros marinhos também poderiam ser comunistas.

  No final das contas Luca é tão gay quanto os X-Men. Quando eu era adolescente e lia os quadrinhos dos X-Men eu me enxergava totalmente nos X-Men porque é a mesma coisa. Um grupo de pessoas diferentes do status quo, algumas passáveis (Jean, Charles Xavier, Wolverine) outras nem um pouco passáveis (Fera, Noturno, Místic) que vivem em uma comunidade preconceituosa onde são xingados de mutuna (viado), onde pessoas comuns desejam a sua morte, onde o governo quer te controlar e colocar em campos de concentração (isso aconteceu durante e após o nazismo e o fascismo).

  Luca e Alberto não são um casal, são apenas amigos. Luca não é uma fábula sobre a homossexualidade, mas uma fábula sobre viver sob a influência de qualquer tipo de preconceito, como por exemplo ter uma religião diferente da maioria. Infelizmente falar contra qualquer tipo de preconceito nos torna alvos de conservadores que não gostam de ver NENHUM TIPO DE PRECONCEITO sendo contestado. Para os conservadores o importante é manter tudo do jeito que está, fingir que as diferenças não existem sem se importar se alguém sofre com isso. Para os preconceituosos digo apenas uma coisa: SILENZIO, BRUNO!!


Luca está disponível no serviço de streaming da Disney, o Disney+, vão lá assistir!


sábado, 3 de julho de 2021

Opinião sobre as mudanças da Panini no mercado brasileiro

   Eu escrevo aqui a minha opinião como consumidor dos mangás da Panini desde que ela começou no mercado brasileiro de mangás.


  "Começando pelo começo", desde que a Panini se instalou no Brasil ela nunca publicou seus próprios mangás. A Panini é uma empresa multinacional de origem italiana e desde que ela chegou no Brasil quem colaca mesmo a "mão na massa" é a editora nacional Mythos. Desde quando esse blog começou, 10 anos atrás, minha admiração sempre foi da equipe do Planet Mangá que trabalha na Mythos. O Planet Manga é o selo de mangás da editora Panini no Brasil.

  Então vamos entender direito: A Panini é uma empresa italiana multinacional que terceirizou a editora Mythos (nacional) para fazer todo o trabalho de editoração dos seus mangás no Brasil com o selo Planet Manga, além disso a Mythos também é responsável pelas equipes que trabalham nos títulos da Marvel e da DC no Brasil. Os funcionários reais da Panini no Brasil são apenas as pessoas que trabalham no escritório, conforme qualquer pode ver se olhar a ficha técnica  que fica nas últimas páginas dos mangás (geralmente a última página).

 A equipe da Mythos contrata tradutor, editor e assistentes que vão trabalhar na produção do mangá propriamente dito. Eles podem sugerir que títulos trazer para o Brasil, mas a decisão é dos funcionários da Panini. Muitas vezes a Panini internacional licencia um título para vários países do mundo de uma só vez, então algumas escolhas de lançamentos vêm direto da matriz.



  A Panini começou de forma pequena no Brasil, naquela época o mercado era dominado pela Conrad (que faliu e depois virou um selo para depois sumir de vez) e pela JBC. Naquela época os mangás eram lançados em formato "meio-tanko". O volume original era dividido em dois volume de mais ou menos 100-80 páginas e ganhava capas originais criadas com base em ilustrações coloridas licenciadas da obra. Já chegou até à situação de faltar imagens originais para ilustrar a capa de "meio-tanko". Se eu não me engano a situação aconteceu com Berserk.

  A Panini começou lançando Gundam Wing, depois lançou Peach Girl e Eden que foram cancelados. Posteriormente a JBC licenciou Eden e lançou a obra completa em um formato especial. O primeiro mangá a ser lançado em formato original pela Panini foi Lobo Solitário (Kozure Okami).

 Na época os consumidores reclamavam muito do preço dos mangás tankoubons, achavam muito caro pagar cerca de R$10 em um mangá. Até então os mangás eram lançados no formato "meio-tanko" em papel jornal de baixíssima qualidade. Muitos conhecidos meus relambram das memórias de comprar mangás com o "dinheiro da merenda". Era tudo muito barato e as pessoas costumavam comprar todos os títulos disponíveis nas bancas. Qualquer mangá lançado se tornava sucesso imediato, ou quase, os mangás que a Panini lançou foram cancelados. Mas nessa época as editoras achavam que qualquer mangá lançado venderia tanto quanto Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco, os carros-chefes da Conrad. Mas isso não aconteceu com esses primeiros títulos lançados pela Panini no Brasil, eram os primeiros mangás lançados no Brasil que não tinham tido desenho animado lançado na tv aberta.

 

  Mesmo assim a Panini continuou insistindo no Brasil e foi a primeira editora a apostar no formato tankoubon. Todos os títulos lançados pela Panini a partir de 2006 respeitavam o formato original de lançamento no Japão.

  Apesar de tudo a Panini ainda engatinhava no Brasil e raramente conseguia os títulos realmente grandes. Os maiores sucessos do mercado japonês ficavam na mão da Conrad (que à época já estava falindo por conta de escolhas editoriais duvidosas). Até que em 2007 tudo mudou, a Panini finalmente conseguiu licenciar dois dos seus maiores sucessos de todos os tempos: Naruto e Bleach! Naruto saiu em maio e Bleach em julho de 2007.

  Com o sucesso de suas novas licenças a Panini tinha dinheiro em caixa para realizar o plano de dominar o mercado editorial de mangás brasileiro. A Panini começou a lançar muitos títulos. TÍTULOS DEMAIS!! O otaku brasileiro que comprava todos os lançamentos de mangás já não conseguia comprar tudo e teve que passar a escolher quais títulos comprar, o que é lógico que acarretou em alguns "hiatus" e cancelamentos. Alguns títulos como Homunculus sumiram durante muito tempo, mas voltaram com periodicidade "estranha" e reajuste de preço em quase todas as edições, além disso eram difíceis de encontrar em bancas de cidades menores.


  O que me tornou fã dos mangás da Panini à época era a grande diversidade de títulos. Nós tínhamos shounen de batalha, comédia romântica, shoujos diversos, até mesmo um shounen ai (Princess Princess - 5 volumes). A Panini experimentava com o mercado para saber o que vendia, enquanto a concorrente da época, a JBC focava nos shounens de batalha com anime de sucesso, shoujos de imenso sucesso e Clamp.

  Se formos avaliar os lançamentos de mangás, em 2009 a Panini lançou 12 títulos, sendo 2 shounens (Claymore e D. Gray-Man), 2 seinens (Abara e Afro Samurai), 1 josei (Honey & Clover), 6 shoujos (Otomen, Eensy Weensy Monster, Ultramaniac, Marmalade Boy, Aishiteruze Baby, Blood + Adagio) e Blood + Yakou Joushi que apesar de não conter nenhum romance explícito entre dois homens foi publicado em uma revista que lança yaois, a Asuka Ciel. Aliás, preciso comentar que essa foi uma das melhores levas de mangás que a Panini já lançou em um ano. 

  Apesar dessa leva fazer parecer que a Panini estava lançando mais shoujos do que shounens, a maioria desses mangás eram títulos curtos, entre 5 e 7 volumes, um de 2 volumes e um volume único. Enquanto títulos como Naruto apareciam nas bancas com 10 ou 15 volumes, os shoujos apareciam com um ou dois volumes por banca.

  Em 2010 a Panini já sufocava as bancas, enquanto a JBC focava nos mangás famosos com animês populares no Brasil (a maioria através de fansubs), a Panini atirava por todos os lados e "inundava" as bancas, como a gente falava através do Orkut nessa época. Em 2010 foram 19 lançamentos novos (sem contar os mangás "eternos" que foram lançados anos antes e que continuavam indo para as bancas). Sendo 10 shoujos, sem um espaçamento entre os lançamentos, com inclusive 4 shoujos sendo lançados no mês de julho e mais três séries nos meses seguintes.

  É preciso notar que enquanto os colecionadores de shounen mangá variavam, escolhiam títulos diferentes, as pessoas que compravam shoujos colecionavam praticamente todos os títulos que eram lançados e comprar 6 séries de duração medianas ao mesmo tempo, além dos shoujos de 2 volumes acabava saindo pesado para o bolso e a editora percebeu isso, tanto que no ano de 2011 saíram apenas dois shoujos longos (Kimi n Todoke (30 volumes)e Kaichou wa Maid-sama!(18 volumes)) e um curto (Contos de Amor Para Você) além do josei de batalha 07-Ghost).


  A partir daí a Panini cortou os shoujos e joseis dos seus lançamentos. Em 2012 a Panini lançou apenas Mad Love Chase, que era um título "velho", ou melhor dizendo, "datado" que não interessou muita gente. Ao mesmo tempo a Panini parou de lançar títulos seinen diferentes e focou apenas em shounens de porradaria, ecchi e obras de autores renomados.

  Desde então a Panini lança cada vez menos shoujos e simplesmente parou totalmente com os shoujo e com títulos obscuros, mas com boas histórias que poderiam agradar a um público diferenciado.


  Com o relançamento de Paradise Kiss pela Panini (inclusive estou esperando o meu chegar) esse ano de 2021 temos o primeiro mangá direcionado ao público feminino (Parakiss é um josei) desde 2019 com Vampire Knight Memories e desde antes disso temos tido em média um shoujo a cada dois anos pela Panini. Se Paradise Kiss se sair bem nesse relançamento (eu já tenho a coleção da Conrad, mas o acabamento é péssimo e resolvi fazer a assinatura da coleção nova) espero que a Panini se interesse por diversificar mais o seu catálogo de mangás.

  Através dos anos a Panini se tornou a nova JBC focando o seu catálogo em mangás direcionados ao público masculino, em especial shounen de batalha e ecchi. Os mangás mais diferentes têm sido lançados pela Pipoca e Nanquim, já a Newpop tem lançado clássicos dos mangás e alguns romances interessantes e está finalmente crescendo e ocupando a espaço que era da JBC. Enquanto isso a JBC sumiu das bancas e tem lançado cada vez menos títulos sendo que os principais títulos do mercado têm sido lançados pela Panini.

  Minha opinião particular é que o mercado atual de mangás é triste. Existe infelizmente um monopólio nas mãos da Panini. Temos pouca diversidade de títulos. Praticamente não vemos mais mangás nas bancas. Por um lado é lindo vermos edições caprichadas, mas será que realmente é necessário lançar títulos da Jump por R$30? Por mais que existam adolescentes que gostem de animês, eles não conseguem comprar mangás porque o preço é absurdo para eles. É proibitivo comprar uma série da Jump com esse preço atual. Infelizmente mangá virou um produto para adultos com dinheiro de sobra para dar R$30 em um produto que é feito pensando em pré-adolescentes e adolescentes no Japão. E isso é graças ao monopólio da Panini e da Amazon.

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Ranking da Shoseki [21-27/06 - 2021]


   

Olá, pessoal, vamos aqui comentar o ranking da Shoseki, principal rival da Oricon e comentar sobre os mangás lançados nacionalmente.


1 - Record of Ragnarok (Shuumatsu no Walkyrie) #11

2 - Golden Kamui #26

3 - Jujutsu Kaisen #16

4 - One Piece #99

6 - Spy Family #7

10 - Kaijuu 8-Gou #3

11 - Ataque dos Titãs (Shingeki no Kyojin) #34

12 - Fire Force #29



  Esse é um ranking composto basicamente pelos lançamentos da Panini, a única exceção é Record of Ragnarok que é um mangá anunciado pela Newpop que está prestes a ser lançado. Record of Ragnarok acabou de ter um anime lançado pela Netflix e aguardamos ansiosamente pelo lançamento da Newpop.



  Golden Kamui está sendo lançado pela Panini, atualmente há previsão de lançamento para julho do volume 17 da série pela Panini.

  Jujutsu Kaisen está atualmente no volume 6 pela Panini e há previsão de lançamento do volume 7 esse mês ainda.

  One Piece acabou de ter o volume 98 publicado e esbarrou no Japão, esperamos que em breve o volume 99 chegue logo.



  Spy x Family é outro lançamento da Panini, o volume 6 será lançado ainda esse mês de julho, o que significa que o ritmo de lançamento vai alcançar o Japão e ficar mais lento.

  Kaijuu 8-Gou, mais conhecido como Monster #8 acabou de ter o seu volume 3 lançado no Japão, ainda não foi anunciado por nenhuma editora brasileira, mas podemos chamá-lo de novo grande sucesso da Shueisha, é publicado na Jump+ e está chamando bastante atenção. Acredito que até o ano que vem teremos esse mangá lançado no país.

  Também temos "Ataque dos Titãs" na lista. É preciso abrir um parenteses aqui. O mangá está vendendo bem melhor do que o ranking mostra, isso é motivado pela edição especial, as vendas da edição final do mangá são divididas entre o mangá comum e a edição especial, mas somando as duas edições juntas o resultado acaba sendo bem melhor do que aparece no ranking, já que elas são contabilizadas separadamente. O volume 33 foi publicado em junho pela Panini, o que leva a crer que muito em breve teremos o volume final da série lançado aqui no Brasil.

  Para fechar a lista temos Fire Force #29. Esse é mais um título lançado pela Panini que vem se tornando dona de um monopólio no mercado nacional de mangás. O volume #19 da série será lançado esse mês de julho pela Panini aqui no Brasil. As outras editoras estão cada vez lançando títulos mais e mais nichados e sumiram das bancas.

quarta-feira, 30 de junho de 2021

[RESENHA] Atelier of Witch Hat

 




  Atelier of Witch Hat é um lançamento da Panini. A editora caprichou no lançamento dessa vez. Ele veio com sobrecapa, papel de qualidade. Um acabamento merecido para a série.

  Atelier of Witch Hat conta a história da garota Coco que é ajudante de costura da mãe e sonha com a magia, mas ela não pode se tornar uma bruxa, pois quem é bruxo já nasce assim. Até que um dia ela compra um livrinho mágico e uma caneta especial de um bruxo suspeito e coloca a vida de todo mundo em risco...

  Atelier of Witch Hat, ou "Tongari Boushi no Atelier", seu nome original, é publicado na revista seinen Morning Two da Kodansha. A periodicidade da série varia muito. No momento está em seu oitavo volume que foram lançados praticamente de forma simultânea tanto no Brasil quanto no Japão.

  Parece um mangá shoujo? De certa forma parece sim, eu recomendo muito para os leitores do gênero. Se você quiser ler um mangá com uma das melhores artes que já foi lançado no Brasil e com uma história fofinha, com algumas lutas de magia (não espere sangue, nem nada muto violento), eu recomendo demais.
Não está difícil achar todos os volumes, acho que o principal problema da série é esperar pelos próximos volumes.

Weekly Shounen Jump #31 - 2021

 





 Comentando a Table of Contents da Shounen Jump #31 de 2021

  O que é a "Table of Content", ou melhor, ToC? A ToC é a ordem de publicação dos mangás da Shounen Jump. Os leitores da Shounen Jump do Japão podem votar em suas séries preferidas, as que (em tese) recebem mais votos ficam nas melhores colocações e as que recebem menos votos ficam mais embaixo. As séries que ficam nas cinco últimas posições estão no "bottom 5" que é considerada uma zona de risco. Se a série permanecer durante muito tempo por lá pode correr o risco de ser cancelada, principalmente se estiver no "bottom 3". Uma curiosidade é que mesmo que a série esteja sempre na última colocação durante semanas, na semana do seu cancelamento ela fica sempre na penúltima colocação (estamos falando de cancelamentos, não de encerramentos naturais).

  É claro que nem tudo depende da votação do público, muitas vezes essas colocações são mexidas pelos editores da revista.

  As séries que receberam páginas coloridas não contam na votação. As páginas coloridas ficam espalhadas dentro da revista sem uma ordem definida pela votação.

  As posições refletem a votação do público equivalente à posição de 8 semanas antes, ou 7, não dá para ter certeza. As outras séries com páginas coloridas são Red Hood que está no seu segundo capítulo. Dr. Stone (licenciada pela Panini no Brasil) e The Elusive Samurai (que é do mesmo autor de Assassination Classroom).




  A edição #31 da Shounen Jump de 2021 tem como capa a nova série Neru, que fala sobre artes marciais, é um mangá de luta. A série abre a revista e contém 3 páginas coloridas em sua estreia. 

  Na primeira colocação da ToC temos Mashle, série nova que tem pouco mais de um ano. É um mangá de lutas que conta com um protagonista sem mágica, mas com muito poder nos músculos que consegue resolver todos os problemas com a força física em um colégio de magia ao estilo Hogwarts de Harry Potter.

  Na segunda colocação temos One Piece que é licenciado pela Panini no Brasil. Em terceiro lugar está Blue Box, série novíssima que estreou na última leva de lançamentos, é um novelão e recomendo, está disponível para ler de graça e de forma legal no aplicativo Manga+.

  Em quarto lugar está Black Clover, também lançamento da Panini no Brasil. O mangá parece que está se encaminhando para a sua reta final, talvez leve mais um ou dois anos para acabar, mas pode ser que o autor resolva alongar a série. Não dá para ter certeza.

  Em quinto lugar temos a série infantil Me & Roboco, confesso que tentei ler, mas não gostei da série, além de ter achado a arte muito fraca. Em sexto lugar temos Witch Watch, do mesmo autor de Sket Dance e de Astra Lost In Space que já foi publicado no Brasil. A série é sobre uma bruxinha atrapalhada e seu familiar, um ogro, que estudam em um colégio de ensino médio japonês.

  Em sétimo lugar temos Sakamoto Days que é um mangá de comédia sobre um ex-assassino de aluguel que virou dono de uma loja de conveniência com muita ação, recomendo. Em oitavo lugar está Ayakashi Triangle, so mesmo autor de Black Cat e To Love Ru, é uma série cheia de ecchi para os fãs do gênero. Em nono temos o mangá de comédia Highschool Family sobre uma família inteira que está na mesma classe no colegial: Pai, Mãe, Filho adolescente, Filha de 8 anos super-dotada e até mesmo o gato de estimação da família. A série é muito, muito engraçada e eu recomendo a leitura (disponível no Manga+).

  Bottom 5

No primeiro lugar do bottom 5 temos Mission: Yozakura Family, série sobre um menino que se casa com a sua melhor amiga de infância para não ser morto pelo irmão mais velho ciumento dela. A série já tem 9 volumes lançados até o momento e a arte é muito bonita, me lembra a arte de Tutor Hitman Reborn!. Na posição 11 temos a série Undead Unluck, série sobre um homem incapaz de morrer com poder total de regeneração e uma menina com poder de atrair azar absoluto para quem encostar nela, até mesmo seus pais.

Encabeçando o bottom 3 temos Candy Flurry, série que semana passada estava na última posição. É uma série novata e que deve ser cancelada logo na próxima leva de eliminações se se mantiver no bottom. É uma série ruim. Na penúltima posição temos Kowloon's Ball Parade que terminou nessa edição (para dar lugar ao lançamento), era uma série de baseball que não agradou ninguém. E em último lugar temos Magu-chan: God of Destruction.

Eu fico muito triste de ver Magu-chan na última colocação, é uma série de comédia que eu gosto muito. Na semana anterior Magu-chan ganhou páginas coloridas em comemoração ao primeiro aniversário da série. Também foi aberta uma pesquisa de popularidade das personagens da série. Pelo visto a série vai acabar sendo eliminada na próxima leva de eliminações da revista.


Preciso fazer alguns comentários sobre essa ToC.

Não fez sentido a eliminação de Kowloon's Ball Parade nessa edição. Entraram duas séries novas na revista e foram eliminados três mangás: Hard Boiled Cop & Dolphin que é do mesmo autor de Beelzebub, a série de mistério I Tell C (que todo mundo dizia que era horrível) e agora Kowloon's Ball Parade, série de baseball..

  Não faz sentido eliminar tantas séries porque a Shounen Magazine está passando por problemas com diversos autores. Na verdade isso é comum. O ritmo de lançamento de um mangá semanal de 19 páginas (as vezes mais) é muito puxado e muitos autores de séries de sucesso não aguentam.

  Atualmente o autor Gege Akutami está com problemas de saúde não especificados e com isso Jujutsu Kaisen vai passar por um período de 4 semanas sem novos capítulos. Mas ele não é o único. O Eiichiro Oda de One Piece depois de 24 anos fazendo One Piece não está mais aguentando o ritmo e esse ano lançou capítulos novos de One Piece em ritmo quase quinzenal, ele tem feito muitas pausas em One Piece. Outro autor que sempre passa pelo mesmo problema é o autor de My Hero Academia (JBC) que lança em média 3 capítulos por mês.

  Não são só os autores atuais que passaram por problemas de saúde. O autor de Hunter x Hunter, Yoshihiro Togashi, tem diversos problemas, especialmente de coluna. A autora de D. Gray-Man passou por diversos problemas de saúde até mudar a série para a revista Jump Square para ter um ritmo mensal "mais humano" de lançamento e mesmo assim continua com diversos problemas. O autor de World Trigger também passou sua série da Shounen Jump para a Jump Square por conta dos seus problemas de saúde. São vários autores com problemas de saúde acarretados pelo ritmo frenético de lançar uma série semanal.

Conclusão

  O que eu quero dizer com isso é que não faz sentido cancelar tantas séries de uma vez sendo que os problemas de saúde dos autores da revista são recorrentes e é raro achar uma edição da Jump em que pelo menos uma das séries não esteja em hiatus.

  Nessa edição de #31 tivemos 18 séries presentes, sendo que My Hero Academia (JBC) e Jujutsu Kaisen (Panini) estão em hiatus porque os autores não conseguem manter o ritmo de lançamento da revista. Na edição #32 vai ter 17 séries porque Kowloon foi cancelado.

  Na próxima rodada de eliminações e de lançamentos pelo menos duas séries serão canceladas. Provavelmente Candy Flurry (mas milagres podem acontecer) e outra série, que talvez seja Magu-chan ou Undead Unluck (que parece estar em reta final).

  A renovação de séries é saudável e traz muitos sucessos para a revista, mas, os cancelamentos parecem exagerados com tantas séries com problema de periodicidade.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

[Encerramentos] The Promised Neverland (Yakusoku no Neverland)

Capa Manga Yakusoku no Neverland Volume 19 Revelada - ptAnime 
 A saga das crianças-nugget chegou ao fim no Japão, a história totalizou 181 capítulos que serão encadernados em 20 volumes no total. A Panini lançou em julho o volume 12 do mangá no Brasil.

terça-feira, 30 de abril de 2013

[Encerramentos] É anunciado o final de Evangelion no Japão


  Essa madrugada o Anime News Network (que é a fonte de informação internacional mais confiável sobre mangás e animes) publicou uma matéria em que avisa que a série Evangelion encerrará em mais dois capítulos. Se não houver mais pausas o mangá terminará na edição de Julho da revista Young Ace. A série terá ao todo 14 volumes, após diversos hiatus. A série estreou na revista Shounen A em dezembro de 1994 (18 anos para terminar uma série de 14 volumes). Junto com o anúncio do final da série veio o costumeiro anúncio de homenagens com entrevistas etc. que acontece em todo final de séries de sucesso.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

[Encerramento] Vampire Knight chega ao fim


  Durante essa madrugada (24/04) o Manga News Japon publicou através de seu twitter uma nota informando que foi anunciado o capítulo final da série Vampire Knight. O capítulo final será publicado na edição de 24 de maio e terá um total de 52 páginas.
  Acredito que ainda sairá um bocado de capítulos extras nas revistas irmãs da LaLa onde a série é publicada. O mangá tem 17 volumes lançados até o momento no Japão e no Brasil o último volume lançado foi o 16.


sexta-feira, 15 de março de 2013

Panini Lança Álbum de Figurinhas de Hora de Aventura



 Talvez o assunto pareça totalmente diferente dos temas do blog normalmente, sim, não me lembro de falar sequer de anime, quanto mais de cartoon, mas Hora de Aventura do Cartoon Network é o cartoon mais legal da grade atual do canal (sorry, fãs de Apenas um Show, Hora de Aventura e O Fantástico Mundo de Gumball são os melhores cartoons da nova leva, até Esquilo Intranquilo é melhor). Mas hoje a assessoria de imprensa da Panini me enviou a notícia de que a Panini fechou contrato com o Cartoon Network e a primeira série do canal a ganhar álbum de figurinhas pela Panini é o desenho mais cool da história do Cartoon Network: Hora de Aventura.
  Fazia muito tempo que eu não pensava em colecionar figurinhas, desde uns 10 anos mais ou menos, mas não dá pra deixar de colecionar Hora de Aventura.
  A seguir o release oficial enviado pela Panini:

LANÇAMENTO DO ÁLBUM DE FIGURINHAS “HORA DE AVENTURA” CONSOLIDA PARCERIA ENTRE PANINI E CARTOON NETWORK
 
O Cartoon Network, canal infantil de TV por assinatura, e a PANINI, multinacional líder no segmento de colecionáveis na Europa e América Latina, fecharam uma importante parceria para lançar produtos com os principais personagens do canal no mercado editorial. A primeira atração a se transformar em álbum de figurinhas é a série de desenho animado Hora de Aventura, criada por Pendleton Ward, que já é um grande sucesso da programação, exibida no canal desde agosto de 2010.
 
O livro ilustrado Hora de Aventura, com 32 páginas, reúne mais de 190 cromos autoadesivos que retratam Finn, Jake, as princesas Jujuba e Caroço, Lady Íris, o Rei Gelado e todos seus amigos. O álbum chega às bancas de todo o País a partir de 15 de março por R$ 5,90, juntamente com as figurinhas, que custam R$ 0,90 cada pacote com quatro cromos.
 
A coleção reúne os melhores momentos da primeira temporada da série, percorrendo o mundo de Finn, o Humano, ao lado de Jake, o cachorro. Os fãs da série encontrarão muita diversão nas páginas do álbum visitando a Terra de Ooo e também o Reino Doce e o Reino Gelado. Toda a aventura da morada das princesas Jujuba e Caroço acompanhadas de Lady Íris e outras princesas hilariantes. O Rei Gelado não pode ficar de fora, e faz parte desta publicação que traz as caretas épicas de Finn e Jake.
 
Para completar a diversão e incentivar as crianças a partirem para suas próprias aventuras inspiradas pelos personagens do desenho animado, o álbum traz encartado um pôster para brincar e decorar aquele ambiente especial que é só dos pequenos.







FICHA TÉCNICA
Título: Livro Ilustrado Hora de Aventura
Formato: 232x287 mm
Páginas: 32 + pôster
Preço: R$ 5,90
Envelope com 4 cromos: R$ 0,90
Distribuição: Nacional
Lançamento: 15/03/2013

sexta-feira, 8 de março de 2013

[Checklist] Panini em Março 2013

  O Checklist da Panini desse mês ainda não foi oficialmente enviado aos blogs pela assessoria de imprensa da Panini, o Carlos Moncken do Post-Animem que tem seus contatos com a Panini atualmente conseguiu o checklist antes do tempo e liberou para eu publicar aqui no Mangá Fã. Meus agradecimentos ao Moncken "D. Luffy".

    
20th Century Boys #3, de Naoki Urasawa (Série bimestral completa em 22 volumes. Formato 13,7 x 20 cm, 208 páginas, R$ 10,90). Com a ajuda de seus amigos, Kenjivasculha seu passado para tentar identificar o misterioso “Amigo”, o líder de uma seita muito perigosa. Porém, sua investigação vai colocar sua família em grande perigo! Enquanto isso, o plano para a destruição da humanidade já está em andamento! Mas... quem acreditaria nessa história?


 Beelzebub #4, de Ryuei Tamura (Série bimestral ainda em andamento. Última edição no Japão é a #20. Formato 13,7 x 20 cm, 192 páginas, R$ 10,90). Toujou, o cara mais forte do Colégio Ishiyama, finalmente dá as caras – e ele está com Beel! De repente, a porradaria se espalha pela escola inteira! Começa um duelo de vida ou morte pela liderança do colégio e pela guarda do diabinho!


Blood Lad #6, de Yuuki Kodama. (Série bimestral ainda em andamento. Última edição no Japão é a #7. Formato 13 x 18 cm, 184 páginas, R$ 10,90). A audiência com o rei Wolf Daddy será o menor dos problemas de Braz! Enquanto isso, Fuyumi e Bell descobrem que possuem muito mais em comum do que o tamanho do manequim!! E Staz é obrigado a fazer uma promessa e tanto... Agora, sim, as coisas estão começando a se complicar!


Deadman Wonderland #10, de Jinsei Kataoka e Kazuma Kondou (Série bimestral ainda em andamento. Última edição no Japão é a #11. Formato 13 x 18 Cm, 184 páginas, R$ 10,90). A Deadman Wonderland foi lacrada, mas Toto Sakigami e Shiro continuam lá dentro. Ganta e os outros deadmen em liberdade tentam recomeçar suas vidas, mas Makina, com o apoio do governo e de uma inesperada aliada, planeja um ataque contra Rinichiro Hagire e o Wretched Egg, antes que o próprio Japão – ou o mundo – seja destruído!


Dragon Ball #11, de Akira Toriyama (Série mensal completa em 42 volumes. Formato 13,7 x 20 cm, 192 páginas, R$ 10,90). O Torneio de Artes Marciais traz as disputas acirradas entre os discípulos do Mestre Kame e do Mestre Tsuru! Preparem-se para novas técnicas mirabolantes!


 Gantz #33, de Hiroya Oku (Revista bimestral ainda em andamento. Última edição no Japão é a #35. Formato 13,7 x 20 cm, 216 páginas, R$ 11,90).  A busca de Kurono pela sua namorada Tae-chan continua, mas agora com a ajuda inusitada da refém alienígena!

 
Kimi ni Todoke #12, de Karuho Shiina (Revista bimestral ainda em andamento. Última edição no Japão é a #18. Formato 13,7 x 20 cm, 184 páginas, R$ 10,90). As férias escolares vêm com clima de paixão e Sawako descobre mais coisas sobre o amor. Mas, ainda confusa e sem saber como agir, ela pede alguns conselhos às suas amigas Yoshida e Yano! E ela também tem uma novidade para contar aos seus pais!


Mad Love Chase #4, de Kazusa Takashima (Série bimestral completa em 5 volumes. Formato 13 x 18 cm, 176 páginas, R$ 10,90). Crise! Catástrofe! Novos emissários do Reino dos Demônios são enviados atrás do príncipe Kaito! A intervenção de um mago coloca o segredo de Yamato em perigo e põe à prova a amizade que o príncipe tem com Taiki! A princesa Vita, já beirando o desespero, não fica parada e executa novos planos, com seus cães e ainda mais emissários! E alguém enxugue as lágrimas de Rebun, por favor...!    


O Mito de Arata #10, de Yuu Watase (Série bimestral ainda em andamento. Última edição no Japão é a #17, Formato 13,7 X 20 cm, 192 páginas, R$ 10,90). Sua aventura com disfarces deu certo, mas e agora?! Arata está diferente... e não é fingimento! Ele foi reconhecido como a reencarnação do Grande Rei do Sol e, de acordo com a lenda, uma mulher escolhida pelo destino deve acompanhá-lo em sua jornada... Quem será ela?! Mas não há tempo a perder! Logo o grupo se depara com um novo e perigoso inimigo, o Shou Yataka!


Naruto Pocket #34, de Masashi Kishimoto (Série mensal ainda em andamento. Última edição no Japão é a #64, Formato 11,4 x 17,7 cm, 192 páginas, R$ 9,50). Naruto, Sakura e Yamato descobrem algumas informações sobre o passado do misterioso Sai, enquanto este dá andamento à sua missão secreta! E, finalmente, a Equipe Kakashi localiza e invade o esconderijo de Orochimaru para encontrar Sasuke!


One Piece #14, de Eiichiro Oda (Série mensal ainda em andamento. Última edição no Japão é a #69, formato 13,7x20 cm, 192 páginas, R$ 10,90). O Bando do Chapéu de Palha aporta na ilha de Little Garden e presencia uma disputa de proporções gigantescas! Mas a Baroque Works intervém com intrigas que podem colocar a vida de todos em risco!

A capa ainda não foi liberada

Psychic Detective Yakumo #1, Suzuka Oda e Manabu Kaminaga (Série bimestral ainda em andamento. Última edição no Japão é a #8, formato 13x18 cm, 184 páginas, R$ 10,90). Um misterioso incidente sobrenatural atinge uma amiga de Haruka, que se dispõe a ajudá-la. Para desvendar esse caso, ela contará com o seu colega de faculdade Yakumo, famoso por seus poderes paranormais! E, dentro do campus, essa dupla se envolverá com segredos sombrios e espíritos inquietos...


Triage X #1, de Shouji Sato (Série bimestral ainda em andamento. Última edição no Japão é a #6, formato 13x18 cm, 168 páginas, R$ 10,90). Quando a lei não alcança os piores criminosos, a infecção se espalha pela cidade e sua eliminação requer um tratamento agressivo. Nessa hora, entra em campo a organização secreta Black Label, da qual faz parte o estudante Arashi Mikami!   


Este mês temos mais uma série terminando: 100% Morango, romance shounen com doses de erotismo da Shounen Jump,  aparentemente a série não conseguiu conquistar o coração dos brasileiros e passou por vários problemas durante a sua publicação, com irregularidades na periodicidade de lançamento que levantou a dúvida de sempre nos corações dos leitores "Será que a Panini vai cancelar mais uma série", não, demorou, mas a série foi concluída, perpetuando o atual compromisso da Panini de não cancelar mais nenhuma de suas séries. Agora que 100% Morango acabou vamos esperar que mais alguma série retorne do limbo (cof, cof, MPD - Psycho cof, cof).

  Temos também uma estreia, Psychic Detective Yakumo (algo como Yakumo, o detetive telepata) , posso dizer que muito antes do anime eu já tinha lido esse mangá e gostado. Eu recomendo, é um mangá de detetive e para quem gosta de histórias de suspenses é uma boa pedida. Aliás, a série é publicada pela revista Asuka no Japão, a Asuka é considerada uma revista "shoujo", mas ela realmente adapta muitas séries que foram animadas para sua versão mangá, a versão em novel ainda não acabou, está em seu nono volume, então ninguém faz ideia de quando ou se o mangá vai acabar, mas as histórias se fecham relativamente bem, então não tem como ficar muito chateado na espera entre os volumes.

Outra estreia é Triage X, dos criadores de Highschool of the Dead (cadê a Panini pra relançar os primeiros volumes desse mangá?), não posso falar nada sobre esse, só que se você gosta de ver peitões, esse é o seu mangá.

Fora as novidades temos o lançamento do penúltimo volume de Mad Love Chase e Deadman Wonderland e Blood Lad que terão só mais uma edição lançadas antes de voltar ao hiato. Kekkaishi que deveria vir agora só aparecerá em Maio. Como parte dos mangás já está nas bancas parece que a Panini está realmente colocando a programação em dia. Minhas capas favoritas do mês são Blood Lad e Deaman Wonderland (sempre perfeitas) e a de vocês?