segunda-feira, 19 de julho de 2021
Infográfico: Tiragem das séries ATUAIS da Shounen Jump
Ranking da Oricon de 5-11 de Julho - Japonês
sábado, 17 de julho de 2021
[Anúncios] Tokyo Revengers é o novo mangá da JBC
[Anúncio] Mao de Rumiko Takahashi é o novo lançamento da Panini
sexta-feira, 16 de julho de 2021
[Anúncio] KonoSuba é um dos novos lançamentos da Panini
Wotakoi tem seu fim anunciado.
quinta-feira, 15 de julho de 2021
Weekly Shounen Jump #32 e #33/#34
Em quarto lugar: SURPRESA! Undead Unluck. A série parecia que ia mal das pernas, sempre no bottom e ganhou novo fôlego, deu uma subida. Reflexo dos capítulos recentes que estão sendo muito elogiados. Parabéns ao autor! Black Clover deu uma caídinha para sétimo lugar, Sakamoto Days parece que se estabilizou no meio da revista. No começo da série vivia no topo da revista, mas parece que as séries que estrearam depois tomaram o topo dele. Highschool Family está na posição de sempre em meados da ToC e Magu-chan deu uma bela subida depois da semana passada onde ficou em último lugar. Ayakashi Triangle que vinha tendo boas colocações caiu pro bottom, nada que realmente ameace a série, tendo em vista que o ranking dos eccchis raramente influenciam em alguma coisa. Witch Watch que vende bem as cópias e até então se saía bem nos rankings sofreu uma queda vertiginosa e ficou na penúltima posição só perdendo para Candy Flurry, série nova que é completamente genérica.
Jujutsu Kaisen e One Piece estão de folga essa semana. Jujutsu deve voltar apenas na edição #35.
Shounen Jump #33/#34
A capa dessa semana pré-feriado é One Piece. Quando há grandes feriados no Japão a Jump costuma lançar edições duplas e dar uma folga de uma semana para os seus autores. Quem conhece a rotina corrida dos mangakás da Jump sabe que eles merecem cada oportunidade de descanso possível.
A capa colorida e a líder das páginas coloridas é One Piece, como já foi dito. Além de One Piece, Kochikame, série antiga da revista, ganhou um capítulo especial com páginas colorida também. Além dele o Spin Off Shokugeki no Sanji dos autores de Shokugeki no Souma (Food Wars é o nome do lançamento no Brasil pela Panini) que mistura o universo de One Piece e Shokugeki no Souma ganhou um novo one shot com página colorida. E para fechar as páginas coloridas temos My hero Academia.
Dos novatos temos Red Hood e Neru no começo da revista. Não significa nada a posição onde estão os mangás novos, na verdade, é apenas uma escolha dos editores, até então.
O top 3 dos rankeados é: Dr. Stone, Undead Unluck e Black Clover. Impressionante como uma série que parecia estar certo ser cancelada como Undead Unluck conseguiu tomar um fôlego novo de popularidade. Black Clover conseguiu voltar ao topo depois de cair para a sétima posição semana passada.
Mission: Yozakura Family subiu para o quarto lugar, Blue Box caiu para quinto (longe de ser ruim), Witch Watch depois da penúltima posição semana passada decolou para a sexta colocação, Mashle despencou para sétimo The Elusive Samurai depois de tantas semanas no topo finalmente caiu para a oitava colocação, imagino que seja uma queda temporária. Me & Roboko continua no top em nono lugar.
Encabeçando o bottom5 temos Magu-chan em 10°, o que me deixa triste, pois essa série merecia um pouquinho mais de amor. Sakamoto Days continua caindo e está em 11°. Imagino que isso se deva ao fato de só poder votar em três séries, ele era uma série favorita, mas perdeu o seu lugar para outras séries novatas, é uma possibilidade. Highschool Family que é um gag mangá de apenas 13 páginas caiu para 12° lugar. Candy Flurry por incrível que pareça continua sendo a penúltima série pior colocada em 13° lugar, perdendo apenas para Ayakashi Triangle que encerrou essa edição em 14° lugar.
A prévia da edição #35 nos mostra uma capa de My Hero Academia e páginas coloridas para Undead Unluck e Highschool Family, além de um novo one-shot chamado DC3 que é da dupla responsável por The Promised Neverland.
sábado, 10 de julho de 2021
Ranking da Oricon 28 de Junho a 4 de Julho
A presença de Tokyo Revengers é um fenômeno natural, quando uma série lança um animê de sucesso isso acontece mesmo, imagino que ele ainda vai passar mais algumas semanas dominando a Oricon e mesmo depois que a moda passar, quando novos volumes forem lançados vão acabar puxando os outros volumes da série, mesmo que com menos força.
Fonte: Oricon
Arte: http://twitter.com/josu_ke
[Resenha] Chi's Sweet Home
Como consumidor de quadrinhos de todas as partes do mundo eu não acho justo R$52,90, mas eu não paguei preço cheio, eu comprei em promoção na Amazon. No momento o mangá custa R$37 na Amazon, o que eu diria que é um preço cheio justo pelo que recebemos. No site da Comix o mangá está saindo por R$42,32, o que eu chamaria de limite do aceitável.
Como é um título infantil (apesar de ter sido publicado originalmente em uma revista seinen), talvez tivesse sido interessante adicionar um "Lar Doce, Lar". Se eu trabalhasse em uma livraria, eu colocaria junto aos livros infantis ao invés dos mangás.
Não há informação quanto à periodicidade da série no site da JBC.
quarta-feira, 7 de julho de 2021
Ranking da Oricon 21-27 de Junho de 2021
segunda-feira, 5 de julho de 2021
Luca é gay?
Luca pode ser interpretado como um filme gay?
sábado, 3 de julho de 2021
Opinião sobre as mudanças da Panini no mercado brasileiro
Eu escrevo aqui a minha opinião como consumidor dos mangás da Panini desde que ela começou no mercado brasileiro de mangás.
"Começando pelo começo", desde que a Panini se instalou no Brasil ela nunca publicou seus próprios mangás. A Panini é uma empresa multinacional de origem italiana e desde que ela chegou no Brasil quem colaca mesmo a "mão na massa" é a editora nacional Mythos. Desde quando esse blog começou, 10 anos atrás, minha admiração sempre foi da equipe do Planet Mangá que trabalha na Mythos. O Planet Manga é o selo de mangás da editora Panini no Brasil.
Então vamos entender direito: A Panini é uma empresa italiana multinacional que terceirizou a editora Mythos (nacional) para fazer todo o trabalho de editoração dos seus mangás no Brasil com o selo Planet Manga, além disso a Mythos também é responsável pelas equipes que trabalham nos títulos da Marvel e da DC no Brasil. Os funcionários reais da Panini no Brasil são apenas as pessoas que trabalham no escritório, conforme qualquer pode ver se olhar a ficha técnica que fica nas últimas páginas dos mangás (geralmente a última página).
A equipe da Mythos contrata tradutor, editor e assistentes que vão trabalhar na produção do mangá propriamente dito. Eles podem sugerir que títulos trazer para o Brasil, mas a decisão é dos funcionários da Panini. Muitas vezes a Panini internacional licencia um título para vários países do mundo de uma só vez, então algumas escolhas de lançamentos vêm direto da matriz.
A Panini começou de forma pequena no Brasil, naquela época o mercado era dominado pela Conrad (que faliu e depois virou um selo para depois sumir de vez) e pela JBC. Naquela época os mangás eram lançados em formato "meio-tanko". O volume original era dividido em dois volume de mais ou menos 100-80 páginas e ganhava capas originais criadas com base em ilustrações coloridas licenciadas da obra. Já chegou até à situação de faltar imagens originais para ilustrar a capa de "meio-tanko". Se eu não me engano a situação aconteceu com Berserk.
A Panini começou lançando Gundam Wing, depois lançou Peach Girl e Eden que foram cancelados. Posteriormente a JBC licenciou Eden e lançou a obra completa em um formato especial. O primeiro mangá a ser lançado em formato original pela Panini foi Lobo Solitário (Kozure Okami).
Na época os consumidores reclamavam muito do preço dos mangás tankoubons, achavam muito caro pagar cerca de R$10 em um mangá. Até então os mangás eram lançados no formato "meio-tanko" em papel jornal de baixíssima qualidade. Muitos conhecidos meus relambram das memórias de comprar mangás com o "dinheiro da merenda". Era tudo muito barato e as pessoas costumavam comprar todos os títulos disponíveis nas bancas. Qualquer mangá lançado se tornava sucesso imediato, ou quase, os mangás que a Panini lançou foram cancelados. Mas nessa época as editoras achavam que qualquer mangá lançado venderia tanto quanto Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco, os carros-chefes da Conrad. Mas isso não aconteceu com esses primeiros títulos lançados pela Panini no Brasil, eram os primeiros mangás lançados no Brasil que não tinham tido desenho animado lançado na tv aberta.
Mesmo assim a Panini continuou insistindo no Brasil e foi a primeira editora a apostar no formato tankoubon. Todos os títulos lançados pela Panini a partir de 2006 respeitavam o formato original de lançamento no Japão.
Apesar de tudo a Panini ainda engatinhava no Brasil e raramente conseguia os títulos realmente grandes. Os maiores sucessos do mercado japonês ficavam na mão da Conrad (que à época já estava falindo por conta de escolhas editoriais duvidosas). Até que em 2007 tudo mudou, a Panini finalmente conseguiu licenciar dois dos seus maiores sucessos de todos os tempos: Naruto e Bleach! Naruto saiu em maio e Bleach em julho de 2007.
Com o sucesso de suas novas licenças a Panini tinha dinheiro em caixa para realizar o plano de dominar o mercado editorial de mangás brasileiro. A Panini começou a lançar muitos títulos. TÍTULOS DEMAIS!! O otaku brasileiro que comprava todos os lançamentos de mangás já não conseguia comprar tudo e teve que passar a escolher quais títulos comprar, o que é lógico que acarretou em alguns "hiatus" e cancelamentos. Alguns títulos como Homunculus sumiram durante muito tempo, mas voltaram com periodicidade "estranha" e reajuste de preço em quase todas as edições, além disso eram difíceis de encontrar em bancas de cidades menores.
O que me tornou fã dos mangás da Panini à época era a grande diversidade de títulos. Nós tínhamos shounen de batalha, comédia romântica, shoujos diversos, até mesmo um shounen ai (Princess Princess - 5 volumes). A Panini experimentava com o mercado para saber o que vendia, enquanto a concorrente da época, a JBC focava nos shounens de batalha com anime de sucesso, shoujos de imenso sucesso e Clamp.
Se formos avaliar os lançamentos de mangás, em 2009 a Panini lançou 12 títulos, sendo 2 shounens (Claymore e D. Gray-Man), 2 seinens (Abara e Afro Samurai), 1 josei (Honey & Clover), 6 shoujos (Otomen, Eensy Weensy Monster, Ultramaniac, Marmalade Boy, Aishiteruze Baby, Blood + Adagio) e Blood + Yakou Joushi que apesar de não conter nenhum romance explícito entre dois homens foi publicado em uma revista que lança yaois, a Asuka Ciel. Aliás, preciso comentar que essa foi uma das melhores levas de mangás que a Panini já lançou em um ano.
Apesar dessa leva fazer parecer que a Panini estava lançando mais shoujos do que shounens, a maioria desses mangás eram títulos curtos, entre 5 e 7 volumes, um de 2 volumes e um volume único. Enquanto títulos como Naruto apareciam nas bancas com 10 ou 15 volumes, os shoujos apareciam com um ou dois volumes por banca.
Em 2010 a Panini já sufocava as bancas, enquanto a JBC focava nos mangás famosos com animês populares no Brasil (a maioria através de fansubs), a Panini atirava por todos os lados e "inundava" as bancas, como a gente falava através do Orkut nessa época. Em 2010 foram 19 lançamentos novos (sem contar os mangás "eternos" que foram lançados anos antes e que continuavam indo para as bancas). Sendo 10 shoujos, sem um espaçamento entre os lançamentos, com inclusive 4 shoujos sendo lançados no mês de julho e mais três séries nos meses seguintes.
É preciso notar que enquanto os colecionadores de shounen mangá variavam, escolhiam títulos diferentes, as pessoas que compravam shoujos colecionavam praticamente todos os títulos que eram lançados e comprar 6 séries de duração medianas ao mesmo tempo, além dos shoujos de 2 volumes acabava saindo pesado para o bolso e a editora percebeu isso, tanto que no ano de 2011 saíram apenas dois shoujos longos (Kimi n Todoke (30 volumes)e Kaichou wa Maid-sama!(18 volumes)) e um curto (Contos de Amor Para Você) além do josei de batalha 07-Ghost).
A partir daí a Panini cortou os shoujos e joseis dos seus lançamentos. Em 2012 a Panini lançou apenas Mad Love Chase, que era um título "velho", ou melhor dizendo, "datado" que não interessou muita gente. Ao mesmo tempo a Panini parou de lançar títulos seinen diferentes e focou apenas em shounens de porradaria, ecchi e obras de autores renomados.
Desde então a Panini lança cada vez menos shoujos e simplesmente parou totalmente com os shoujo e com títulos obscuros, mas com boas histórias que poderiam agradar a um público diferenciado.
Com o relançamento de Paradise Kiss pela Panini (inclusive estou esperando o meu chegar) esse ano de 2021 temos o primeiro mangá direcionado ao público feminino (Parakiss é um josei) desde 2019 com Vampire Knight Memories e desde antes disso temos tido em média um shoujo a cada dois anos pela Panini. Se Paradise Kiss se sair bem nesse relançamento (eu já tenho a coleção da Conrad, mas o acabamento é péssimo e resolvi fazer a assinatura da coleção nova) espero que a Panini se interesse por diversificar mais o seu catálogo de mangás.
Através dos anos a Panini se tornou a nova JBC focando o seu catálogo em mangás direcionados ao público masculino, em especial shounen de batalha e ecchi. Os mangás mais diferentes têm sido lançados pela Pipoca e Nanquim, já a Newpop tem lançado clássicos dos mangás e alguns romances interessantes e está finalmente crescendo e ocupando a espaço que era da JBC. Enquanto isso a JBC sumiu das bancas e tem lançado cada vez menos títulos sendo que os principais títulos do mercado têm sido lançados pela Panini.
Minha opinião particular é que o mercado atual de mangás é triste. Existe infelizmente um monopólio nas mãos da Panini. Temos pouca diversidade de títulos. Praticamente não vemos mais mangás nas bancas. Por um lado é lindo vermos edições caprichadas, mas será que realmente é necessário lançar títulos da Jump por R$30? Por mais que existam adolescentes que gostem de animês, eles não conseguem comprar mangás porque o preço é absurdo para eles. É proibitivo comprar uma série da Jump com esse preço atual. Infelizmente mangá virou um produto para adultos com dinheiro de sobra para dar R$30 em um produto que é feito pensando em pré-adolescentes e adolescentes no Japão. E isso é graças ao monopólio da Panini e da Amazon.
sexta-feira, 2 de julho de 2021
Ranking da Shoseki [21-27/06 - 2021]
Olá, pessoal, vamos aqui comentar o ranking da Shoseki, principal rival da Oricon e comentar sobre os mangás lançados nacionalmente.
1 - Record of Ragnarok (Shuumatsu no Walkyrie) #11
2 - Golden Kamui #26
3 - Jujutsu Kaisen #16
4 - One Piece #99
6 - Spy Family #7
10 - Kaijuu 8-Gou #3
11 - Ataque dos Titãs (Shingeki no Kyojin) #34
12 - Fire Force #29
Esse é um ranking composto basicamente pelos lançamentos da Panini, a única exceção é Record of Ragnarok que é um mangá anunciado pela Newpop que está prestes a ser lançado. Record of Ragnarok acabou de ter um anime lançado pela Netflix e aguardamos ansiosamente pelo lançamento da Newpop.
Golden Kamui está sendo lançado pela Panini, atualmente há previsão de lançamento para julho do volume 17 da série pela Panini.
Jujutsu Kaisen está atualmente no volume 6 pela Panini e há previsão de lançamento do volume 7 esse mês ainda.
One Piece acabou de ter o volume 98 publicado e esbarrou no Japão, esperamos que em breve o volume 99 chegue logo.
Spy x Family é outro lançamento da Panini, o volume 6 será lançado ainda esse mês de julho, o que significa que o ritmo de lançamento vai alcançar o Japão e ficar mais lento.
Kaijuu 8-Gou, mais conhecido como Monster #8 acabou de ter o seu volume 3 lançado no Japão, ainda não foi anunciado por nenhuma editora brasileira, mas podemos chamá-lo de novo grande sucesso da Shueisha, é publicado na Jump+ e está chamando bastante atenção. Acredito que até o ano que vem teremos esse mangá lançado no país.
Também temos "Ataque dos Titãs" na lista. É preciso abrir um parenteses aqui. O mangá está vendendo bem melhor do que o ranking mostra, isso é motivado pela edição especial, as vendas da edição final do mangá são divididas entre o mangá comum e a edição especial, mas somando as duas edições juntas o resultado acaba sendo bem melhor do que aparece no ranking, já que elas são contabilizadas separadamente. O volume 33 foi publicado em junho pela Panini, o que leva a crer que muito em breve teremos o volume final da série lançado aqui no Brasil.
Para fechar a lista temos Fire Force #29. Esse é mais um título lançado pela Panini que vem se tornando dona de um monopólio no mercado nacional de mangás. O volume #19 da série será lançado esse mês de julho pela Panini aqui no Brasil. As outras editoras estão cada vez lançando títulos mais e mais nichados e sumiram das bancas.
quarta-feira, 30 de junho de 2021
[RESENHA] Atelier of Witch Hat
Weekly Shounen Jump #31 - 2021
O que é a "Table of Content", ou melhor, ToC? A ToC é a ordem de publicação dos mangás da Shounen Jump. Os leitores da Shounen Jump do Japão podem votar em suas séries preferidas, as que (em tese) recebem mais votos ficam nas melhores colocações e as que recebem menos votos ficam mais embaixo. As séries que ficam nas cinco últimas posições estão no "bottom 5" que é considerada uma zona de risco. Se a série permanecer durante muito tempo por lá pode correr o risco de ser cancelada, principalmente se estiver no "bottom 3". Uma curiosidade é que mesmo que a série esteja sempre na última colocação durante semanas, na semana do seu cancelamento ela fica sempre na penúltima colocação (estamos falando de cancelamentos, não de encerramentos naturais).
É claro que nem tudo depende da votação do público, muitas vezes essas colocações são mexidas pelos editores da revista.
As séries que receberam páginas coloridas não contam na votação. As páginas coloridas ficam espalhadas dentro da revista sem uma ordem definida pela votação.
As posições refletem a votação do público equivalente à posição de 8 semanas antes, ou 7, não dá para ter certeza. As outras séries com páginas coloridas são Red Hood que está no seu segundo capítulo. Dr. Stone (licenciada pela Panini no Brasil) e The Elusive Samurai (que é do mesmo autor de Assassination Classroom).
A edição #31 da Shounen Jump de 2021 tem como capa a nova série Neru, que fala sobre artes marciais, é um mangá de luta. A série abre a revista e contém 3 páginas coloridas em sua estreia.
Na primeira colocação da ToC temos Mashle, série nova que tem pouco mais de um ano. É um mangá de lutas que conta com um protagonista sem mágica, mas com muito poder nos músculos que consegue resolver todos os problemas com a força física em um colégio de magia ao estilo Hogwarts de Harry Potter.
Na segunda colocação temos One Piece que é licenciado pela Panini no Brasil. Em terceiro lugar está Blue Box, série novíssima que estreou na última leva de lançamentos, é um novelão e recomendo, está disponível para ler de graça e de forma legal no aplicativo Manga+.
Em quarto lugar está Black Clover, também lançamento da Panini no Brasil. O mangá parece que está se encaminhando para a sua reta final, talvez leve mais um ou dois anos para acabar, mas pode ser que o autor resolva alongar a série. Não dá para ter certeza.
Em quinto lugar temos a série infantil Me & Roboco, confesso que tentei ler, mas não gostei da série, além de ter achado a arte muito fraca. Em sexto lugar temos Witch Watch, do mesmo autor de Sket Dance e de Astra Lost In Space que já foi publicado no Brasil. A série é sobre uma bruxinha atrapalhada e seu familiar, um ogro, que estudam em um colégio de ensino médio japonês.
Em sétimo lugar temos Sakamoto Days que é um mangá de comédia sobre um ex-assassino de aluguel que virou dono de uma loja de conveniência com muita ação, recomendo. Em oitavo lugar está Ayakashi Triangle, so mesmo autor de Black Cat e To Love Ru, é uma série cheia de ecchi para os fãs do gênero. Em nono temos o mangá de comédia Highschool Family sobre uma família inteira que está na mesma classe no colegial: Pai, Mãe, Filho adolescente, Filha de 8 anos super-dotada e até mesmo o gato de estimação da família. A série é muito, muito engraçada e eu recomendo a leitura (disponível no Manga+).
Bottom 5
No primeiro lugar do bottom 5 temos Mission: Yozakura Family, série sobre um menino que se casa com a sua melhor amiga de infância para não ser morto pelo irmão mais velho ciumento dela. A série já tem 9 volumes lançados até o momento e a arte é muito bonita, me lembra a arte de Tutor Hitman Reborn!. Na posição 11 temos a série Undead Unluck, série sobre um homem incapaz de morrer com poder total de regeneração e uma menina com poder de atrair azar absoluto para quem encostar nela, até mesmo seus pais.
Encabeçando o bottom 3 temos Candy Flurry, série que semana passada estava na última posição. É uma série novata e que deve ser cancelada logo na próxima leva de eliminações se se mantiver no bottom. É uma série ruim. Na penúltima posição temos Kowloon's Ball Parade que terminou nessa edição (para dar lugar ao lançamento), era uma série de baseball que não agradou ninguém. E em último lugar temos Magu-chan: God of Destruction.
Eu fico muito triste de ver Magu-chan na última colocação, é uma série de comédia que eu gosto muito. Na semana anterior Magu-chan ganhou páginas coloridas em comemoração ao primeiro aniversário da série. Também foi aberta uma pesquisa de popularidade das personagens da série. Pelo visto a série vai acabar sendo eliminada na próxima leva de eliminações da revista.
Preciso fazer alguns comentários sobre essa ToC.
Não fez sentido a eliminação de Kowloon's Ball Parade nessa edição. Entraram duas séries novas na revista e foram eliminados três mangás: Hard Boiled Cop & Dolphin que é do mesmo autor de Beelzebub, a série de mistério I Tell C (que todo mundo dizia que era horrível) e agora Kowloon's Ball Parade, série de baseball..
Não faz sentido eliminar tantas séries porque a Shounen Magazine está passando por problemas com diversos autores. Na verdade isso é comum. O ritmo de lançamento de um mangá semanal de 19 páginas (as vezes mais) é muito puxado e muitos autores de séries de sucesso não aguentam.
Atualmente o autor Gege Akutami está com problemas de saúde não especificados e com isso Jujutsu Kaisen vai passar por um período de 4 semanas sem novos capítulos. Mas ele não é o único. O Eiichiro Oda de One Piece depois de 24 anos fazendo One Piece não está mais aguentando o ritmo e esse ano lançou capítulos novos de One Piece em ritmo quase quinzenal, ele tem feito muitas pausas em One Piece. Outro autor que sempre passa pelo mesmo problema é o autor de My Hero Academia (JBC) que lança em média 3 capítulos por mês.
Não são só os autores atuais que passaram por problemas de saúde. O autor de Hunter x Hunter, Yoshihiro Togashi, tem diversos problemas, especialmente de coluna. A autora de D. Gray-Man passou por diversos problemas de saúde até mudar a série para a revista Jump Square para ter um ritmo mensal "mais humano" de lançamento e mesmo assim continua com diversos problemas. O autor de World Trigger também passou sua série da Shounen Jump para a Jump Square por conta dos seus problemas de saúde. São vários autores com problemas de saúde acarretados pelo ritmo frenético de lançar uma série semanal.
Conclusão
O que eu quero dizer com isso é que não faz sentido cancelar tantas séries de uma vez sendo que os problemas de saúde dos autores da revista são recorrentes e é raro achar uma edição da Jump em que pelo menos uma das séries não esteja em hiatus.
Nessa edição de #31 tivemos 18 séries presentes, sendo que My Hero Academia (JBC) e Jujutsu Kaisen (Panini) estão em hiatus porque os autores não conseguem manter o ritmo de lançamento da revista. Na edição #32 vai ter 17 séries porque Kowloon foi cancelado.
Na próxima rodada de eliminações e de lançamentos pelo menos duas séries serão canceladas. Provavelmente Candy Flurry (mas milagres podem acontecer) e outra série, que talvez seja Magu-chan ou Undead Unluck (que parece estar em reta final).
A renovação de séries é saudável e traz muitos sucessos para a revista, mas, os cancelamentos parecem exagerados com tantas séries com problema de periodicidade.


























