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quinta-feira, 1 de março de 2012

Turma da Mônica Jovem #43 - Crossover com Tezuka

Não é segredo pra ninguém que o Maurício de Sousa vem há anos tentando conseguir esse crossover entre os personagens da Turma da Mônica e os personagens do Osamu Tezuka. Eu acompanhei a TMJ durante dois anos até desistir, o Maurício de Sousa afirmava que queria fazer um produto para "resgatar" (sic) as crianças que ele perdia quando entrava na adolescência, mas sinceramente eu só vejo um produto muito mais infantil do que a turminha original. É algo feito pros pais comprarem sem nem precisarem olhar pra verificar o conteúdo, é material inócuo e irrelevante, diversão descartável. Ele disse que abordaria temas como drogas, sexo etc. na TMJ, mas a TMJ acabou se tornando a revista mais infantil de todas, a TMJ não tem a profundidade de nenhuma história do Horácio, Papa-capim ou Chico Bento, virou só mais uma linha para arrancar dinheiro dos fãs, nos meus dois anos de coleção de TMJ só li duas histórias que se mostraram boas (muito boas, por sinal): O Brilho de um Pulsar e Monstros do ID, o resto é leitura descartável, é ler e jogar no lixo sem dó (tem umas que nem isso, tem uma história do Cascão jogando futebol contra robôs que simplesmente não dá pra ler de tão ruim). A "história para os adolescentes" que ele tanto alardeava só consegue atingir o mesmo público de sempre (criancinhas, pais e alguns adolescentes bobões que teimam em fingir que não estão se tornando adultos), os adolescentes continuam preferindo os mangás de verdade que falam a língua deles mesmo vindo do outro lado do mundo (afinal, é melhor contar com o lucro certo vindo da clientela de sempre do que arriscar fazer algo realmente para um público mais velho e que possa ofender os pais de uma criança de 6 anos que não deveria ler uma revista para adolescentes).

  Eu gosto do Tezuka, gosto muito. Tenho na minha coleção Buda, Adolf, Dororo e Metropolis (não recomendo), ou seja, quase tudo que saiu no Brasil. Tenho muito medo do que o Maurício de Sousa possa fazer com os personagens dele. Osamu Tezuka sabia falar com as crianças e nunca teve medo de mostrar uma cena de violência ou se morte. O Tezuka nunca banalizou a morte ou a violência ou as usou como mero fanservice, em Kimba, por exemplo, ele usou a morte para retratar o ciclo da vida (que ele copiou de "Bambi" da Disney e que por sua vez foi copiado em "O Rei Leão" da mesma Disney), em Buda ele usou a violência para construir sua belíssima crítica social e por aí vai. Tenho muito medo de ver a Saphire falando "hahaha, isso era antigamente agora eu cresci", mas eu espero que a equipe que cuida do legado do Tezuka tenha sido muito chata e tenha obrigado a equipe do Maurício de Sousa a criar um material que não envergonhe o nome do mestre Tezuka, o deus dos mangás.

  Eu vou comprar essa história, mesmo achando que a Turma da Mônica Jovem não vale o meu dinheiro. Vou resenhar e dar a minha opinião, se o material se mostrar bom eu posso voltar a acompanhar a TMJ, mas por enquanto eu prefiro muito mais a turminha de 6 anos que é muito mais madura do que os adolescentes bobalhões da Turma da Mônica Jovem, adolescente só tem tamanho.

P.s. Os personagens do Tezuka que aparecem na capa estão muito bonitos, conseguiram não fazer porcaria neles, espero que se aparecerem mais personagens eles também estejam com um visual bacana. Chorarei eternamente esse visual horroroso da Magali. Custava muito fazer um penteado melhorzinho para a coitadinnha?

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Turma da Mônica Jovem - O Caderno do Riso - Comentários Rápidos

Não há muito a se comentar, é uma paródia de Death Note na ótica da Turma da Mônica Jovem.

  Começa com o Cebolinha encontrando o caderno do riso, com o caderno ele consegue salvar as pessoas de encrencas e salva o Xaveco de apanhar de um grandalhão. Quem perdeu o caderno foi o Anjinho/Ângelo que deixou o caderno cair do Paraíso durante uma faxina, como o Caderno ainda estava em fase de testes ela vai atrás dele pra descobrir com quem o caderno está, ele encontra o Cebolinha de posse do caderno e como uma das regras (escrita pelo Cebolinha) é que o humanoque o encontrar passa a ser o seu legítimo dono. O Anjinho concorda com isso para poder testar as possibilidades de uso do caderno.
  Depois de muito blá-blá-blá (e algumas boas piadas) a Mônica passa a Odiar o "Grande Palhaço" (Kira/Killer está se revirando no túmulo, mas eu ri) por controlar aquilo que deveria ser natural, por violentar as emoções humanas. Aparece também um L bem capenga que é descoberto em 5 minutos.
  A paródia recria a história de Death Note recontando cenas como a do condenado a morte que se passa pelo L, o problema é que é tudo de forma inócua. Apesar de ter várias piadas boas a história em si não tem muita graça, não dá vontade de continuar a ler. Felizmente a paródia se "paga", em minha opinião vale os 6,90R$, mas essa história está longe de ser o melhor momento da Turma da Mônica Jovem, tampouco genial, é só uma paródia competente, principalmente por causa da censura livre. Faltou ousar mais.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Turma da Mônica Jovem - review

Diferente do pessoal do orkut que sai atirando pedras em tudo que aparece pela frente sem dar uma chance (eu já fiz isso com Seton e me arrependi) às coisas novas, eu comprei a tão falada Turma da Mônica Jovem para ver como era.

A primeira saga, um arremedo de RPG era totalemente sem criatividade, sem-graça, se aproveitava de piadinhas bobas como: Antigamente eu não tomava banho mas agora eu tomo banho por causa das garotas e vivia se aproveitando de qualquer oportunidade existente para lembrar a antiga Turma da Mônica Jovem. Muito insegura, buscava apoio na publicação bem-sucedida a todos os momentos.

Algumas histórias que lembram vagamente o shoujo foram lançadas, a perspectiva era das garotas etc. Não posso dizer que foram boas, mas eram razoáveis. A tentativa foi boa, estava mais solto, mais indepente mas provavelmente deve ter sofrido muitas reclamações porque estava na ótica das garotas (eu reparei isso na comunidade do orkut).
Disso tudo veio a saga Brilho de um pulsar, essa sim me surpreendeu. Não foi escrita pelo Maurício de Sousa, mas sim pelo roteirista Marcelo Cassaro e inspirações a parte em seu antigo trabalho Holy Avenger a saga do Pulsar se saiu muito bem, digamos que foi um pouco curta demais mas mesmo assim quase não deu para sentir. Foi o momento de brilho em Turma da Mõnica Jovem.

Turma da Mônica Jovem foi a tentativa frustrada do Maurício de Sousa atingir ao público adolescente, disse ele que queria pegar o público que larga a Turma da Mônica na pré-adolescência e que volta acompanhar a Mônica quando tem seus próprios filhos. Mas infelizmente nada mudou, só a fachada (feia) é de adolescente.

As histórias são bobas, soltas, não tem compromisso nem objetivo. As vendas estão altas, houve muito estardalhaço da mídia então porque não voltar a antiga fórmula de quadrinhos da Mônica? Pois foi isso que aconteceu. As mesmas histórias da turminha só que com o aspecto de adolescente. Quem lê isso? O mesmo público da Turma da Mônica que ainda está empolgado com o fato da turminha ter crescido e aqueles adolescentes mais atrasados, que ainda não perceberam que estão mudando, que ainda teimam em querer ser crianças. Os adolescentes mais lerdos e as criancinhas que lêem a turminha são o público atual. Os adolescentes de verdade? Elees riem da TMJ e dizem que é bobeira de criança, idiotice.


Infelizmente a TMJ subestima a inteligência e o raciocínio do leitor adolescente, as histórias são superficiais demais. Se a Mônica e o Cebolinha não se beijam como alguém vai tratar dos problemas reais dos adolescentes brasileiros? Como vão atingir os adolescentes de verdade?


O que preocupa o adolescente brasileiro hoje em dia? Sexo, mas se for tratar de sexo os pais que compram a TMJ para seus filhotes de 6-8 vão reclamar. Que outro assunto temos? Drogas, alguém aqui acha que a Turma da Mônica Jovem vai falar de drogas? Eu tenho certeza que não. E bullying? Bastante improvável. Dinheiro? A turminha falava disso, mas a TMJ só tem filhinhos de papai, ninguém lá precisa se preocupar com dinheiro a Mônica só precisa sacar o cartão do Maurício (personagem) e ir torrar no Shopping, com direito a algumas poucas reclamações da Dona Luíza. Aborto, AIDS, Preconceito, Cleptomania, Anorexia, Balada, Anabolizantes, Bulimia, Doença e Morte não existem nesse universo.

Acho que o grande problema da TMJ é a superficialidade. Não tem como atingir o público de 6-9 anos e o de 13-20 anos com a mesma história tratando algum tema com profundidade e respeito ao leitor mais velho. A tristeza da TMJ é que poderia ser alguma coisa boa mas virou apenas mais uma linha de revistas mensal com o mesmo conteúdo de sempre, TMJ é como Zorra Total, piada velha requentada.

Vou aguardar a edição 12 e se não melhorar eu desisto de uma vez por todas da TMJ. Gostar de algo não é só elogiar, é saber fazer críticas construtivas na hora certa também. O Maurício de Sousa com certeza não precisa do meu dinheiro, ainda mais agora que ele descobriu uma nova linha de produto para o público infantil, o pseudo-mangá.
P.s. Quem diz que TMJ é igual a Malhação em quadrinhos só pode estar de piada. Na época que eu via Malhação, uns 8-10 anos atrás as histórias não eram tão bobas muito menos careciam de conteúdo, se tratava de AIDS, gravidez na adolescência, sexo, preconceito etc.